Política

Deputado vê com bons olhos proposta do Governo sobre cota zero

[Via Correio do Estado]

Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul se reuniram com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Jaime Verruck, e receberam de maneira positiva a proposta apresentada pelo Governo do Estado de permitir a pesca de cinco quilos de pescado, além de um exemplar e cinco unidades de piranha em 2019, no período de adaptação antes da cota zero que, deverá ser implantada em 2020.

“Já começamos bem. O governo está preocupado com os pescadores que já fizeram compromissos com clientes, mas, a partir do ano que vem será a cota zero”, disse o deputado Evander Vendramini (PP), um dos participantes da reunião realizada ontem na Semagro.

Para ele, a cota zora é essencial para manutenção das matrizes de peixes no Estado.  “Antes você encontrava pescadores vendendo peixe na rua com varal. Hoje é dificuldade de encontrar peixe até em peixarias” declarou ele, afirmando que, se não houver cota zero os peixes vão acabar.

Atualmente, os pescadores amadores podem pegar 10 kg e mais um exemplar dos rios de Mato Grosso do Sul. Na  próxima semana, o Governo deve terminar o acordo com pescadores e técnicos e apresentar o texto final do decreto que institui a cota zero.

O DECRETO

O projeto que deve instituir a cota zero para pesca amadora em Mato Grosso do Sul só vai entrar em vigor a partir de 2020. A decisão foi divulgada no início da noite de ontem pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) após reunião com empresários do setor de turismo de pesca.

Porém, o decreto que vai instituir a medida deverá ser publicado ainda este mês, antes do fim do período de defeso - que termina em 28 de fevereiro. Enquanto o documento não é publicado, pescadores profissionais e empresários do setor de turismo de pesca se mostram preocupados com a medida.

A Semagro afirma ter estudo que aponta redução na quantidade de pescado retirado dos rios do Estado, que, entre 1999 e 2016, passou de 1.538 toneladas para 370 toneladas. A redução no período de 17 anos foi de 76% e este é o principal motivo para a nova política do governo, que, antes de ser aplicada, já provoca inúmeras polêmicas.

Compartilhe: