[Via Correio do Estado]
Mulher identificada apenas como Joicelene, de 23 anos, gerenciava quadrilha de ladrões de carro presa pelo Batalhão do Choque da Polícia Militar na madrugada desta sexta-feira, em Campo Grande. Dois dos envolvidos morreram em confronto com os policiais. Foram recuperados quatro automóveis, dentre os quais um HB20, uma picape Strada, um Corolla e uma caminhonete Hilux. A suspeita é de que o grupo esteja envolvido com mais crimes.
De acordo com o capitão Rigoberto Rocha, do Choque, Joicelene tinha conta bancária em seu nome e era responsável por administrar as finanças da quadrilha, fazer pagamentos e outras negociações, além das coordenadas aos demais envolvidos. “Ao que tudo indica, os veículos roubados eram atravessados até o Paraguai e vendidos, provavelmente para financiar o tráfico”, afirmou o capitão durante coletiva de imprensa nesta manhã. Não é descartado que a quadrilha esteja a trabalho do crime organizado, especialmente facções que agem dentro e fora dos presídios.
“Por conta da organização das tarefas, é possível que estejam sim ligados a grupos criminosos, mas estamos averiguando a situação com mais detalhes”, explicou ele. Além de Joicelene e foi preso Luis Henrique Ribeiro dos Santos de Souza, 27 anos. Um adolescente de 16 anos foi apreendido, Geraldo Figueira Mendonça, 30, foi morto em confronto e um homem ainda não identificado também morreu depois de trocar tiros com os militares.
OS FATOS
Rocha explicou que os fatos vieram à tona durante roubo em uma lanchonete de fast-food nas imediações da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Lá, o adolescente de 16 anos, o suspeito que ainda não foi identificado e Luis Henrique chegaram ao local por volta das 2 horas. Luis ficou aguardando a dupla em uma Strada roubada no dia anterior. O menor e o comparsa entraram, pediram um lanche e comeram. Em seguida, anunciaram o roubo, rendendo uma médica. O funcionário, se antecipou à ação e fugiu para os fundos.
Ele correu para o andar superior e se trancou na sala da administração. O suspeito que não foi identificado estava armado e o perseguiu, enquanto o menor rendia a mulher. O funcionário conseguiu ligar para o 190 e tentou “enrolar o máximo possível”, até que a polícia chegasse. Ele chegou a abrir porta diante das ameaças de que a médica seria baleada. Mesmo assim, tentou enganar o ladrão, dizendo que estava procurando a chave do cofre. Durante esta ação, o adolescente pegou o HB20 da vítima e fugiu do local.
Alguns minutos em seguida chegou o Choque e uma viatura da Polícia Civil. Os militares foram ao andar superior, onde se depararam com o suspeito armado. Houve confronto e o desconhecido foi baleado, socorrido e morreu. “Esse outro indivíduo identificado como Luis Henrique estava na Strada dando apoio do lado de fora e acabou abordado. Foi ele que indicou onde estariam os demais veículos”, afirmou Rocha. De lá, a equipe foi para uma residência localizada no Jardim Ilhéus, região sul de Campo Grande.
“Foi fechado o cerco e ele foi encontrado armado em uma das casas. Ele disparou contra a equipe policial que revidou. Importante salientar que nossos militares são especializados, de uma unidade preparada para este tipo de conflito, e agiram dentro da legalidade, repelindo a agressão”, pontuou. Tanto com o suspeito baleado na lanchonete, quando com Geraldo, foram apreendidos dois revólveres.