[Via Correio do Estado]
Os deputados tucanos estão se “bicando” na briga pela presidência da Assembleia Legislativa. O pré-candidato Onevan de Matos acusa o seu rival na bancada, Paulo Corrêa, de fugir do embate por medo de perder a disputa interna. Para completar o imbróglio, a posição do deputado Felipe Orro confunde os colegas. Ele declarou apoio à indicação de Onevan, depois disse ser também concorrente a presidente e, mais uma vez, volta atrás.
Paulo Corrêa teria apoio do deputado Rinaldo Modesto. Mas ele não apareceu na reunião de terça-feira (27) e gerou dúvida sobre a sua intenção. Orro sugeriu Rinaldo como mais um postulante a sentar na cadeira de presidente da Assembleia Legislativa. Apenas o estreante Marçal Filho estaria fora da disputa. Ele poderia, em caso de empate, ser o voto minerva para decidir quem será o candidato do PSDB à presidência do Legislativo.
Como o PSDB elegeu a maior bancada para os próximos quatro anos, os eleitos devem decidir o próximo chefe do Legislativo. Mas estão divididos. Onevan disse que apenas ele e Corrêa disputam a presidência.
Felipe Orro chegou atrasado na reunião que não aconteceu e afirmou não ter tirado o nome da disputa e disse ainda, não estar sabendo se Rinaldo Modesto tinha desistido do cargo.
Porém, ontem, na sessão realizada na Casa de Leis, se contradisse e afirmou estar com conversas adiantadas para apoiar Onevan de Matos. “Estamos fechando”.
Do outro lado, Rinaldo estaria apoiando Corrêa, faltando então o voto de Marçal Filho. Corrêa não esteve presente na sessão da Assembleia de quarta-feira, pois estava viajando pelo interior. A assessoria dele não soube dizer em qual cidade Paulo está.
Questionado se realmente não disputaria a presidência, Marçal disse estar pensando. “Estou começando a pensar em disputar a presidência, se todo mundo é candidato, vamos pegar alguém que não é candidato, pois não há consenso”.
Ele reclamou que um partido com uma bancada pequena não entra em um acordo. “São poucos deputados e não há consenso. Daqui a pouco vou colocar meu nome. Até onde sei, os dois candidatos são Correa e Onevan”.
Marçal Filho comentou ainda que pode ser, sim, o voto minerva, se o partido estiver dividido. “Orro e Rinaldo poderiam abrir mão da presidência e apoiar um dos dois candidatos. Na primeira reunião, Rinaldo e Corrêa foram favorável ao não adiamento. Onevan pediu para adiar, eu concordei porque estou chegando agora e Orro também concordou”.
O deputado eleito afirma que tanto Corrêa quanto Onevan são aptos para assumir a presidência e, se for ficar para ele o desempate, escolherá na hora. “Eu não tenho preferência. Gostaria que houvesse consenso entre eles. Estamos bem representados por qualquer um dos quatro, mas, se for para eu escolher, será no momento”.
Felipe Orro comentou na terça-feira que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) manifestou o desejo de que a presidência da Casa de Leis ficasse com o PSDB.