Polícia

Funcionário recebeu R$ 2 mil para autorizar depósito de maconha em galpão

[Via Correio do Estado]

O dono de um galpão onde a Polícia Federal apreendeu 7,2 toneladas de maconha na madrugada de hoje sequer sabia da existência da droga. De acordo com a PF, as investigações apontam que um funcionário responsável por vigiar o galpão foi quem autorizou o depósito da droga no local e teria recebeido R$ 2 mil pelo serviço.

De acordo com o delegado regional da PF, Cleo Mazzoti, a ação foi montada depois que policiais desconfiaram da grande movimentação de veículos no gapão, localizado a cerca de uma quadra da fronteira entre Brasil e Paraguai.

"É uma organização criminosa grande, que tem uma logistica muito boa, estrutura para poder contratar pessoal, mas ainda precisamos investigar. Por enquanto, não tem indícios de ligação com facções", afirmou.

Após realizar o flagrante, a polícia entrou em contato com o dono do galpão, que em depoimento, disse que não sabi anada sobre a droga. Foi então que um funcionário confessou que havia recebido R$ 2 mil para autorizar que o carregamento do caminhão com maconha fosse feito no galpão.

A droga teria vindo do Paraguai para o Brasil, transportada por uma caminhonete Hilux, durante várias viagens. A maconha teria como destino o Estado de Santa Catarina.

Além da apreensão, considerada a maior do ano feita pela PF em Mato Grosso do Sul, 19 pessoas foram presas em flagrante.

No local das prisões, foram apreendidos dois caminhões, uma empilhadeira utilizada para o transbordo da carga ilícita, diversos celulares, aproximadamente R$ 23 mil em espécie e 4 veículos de passeio.

A droga estava acondicionado em fardos. Alguns indivíduos tentaram fugir, mas acabaram capturados pelos policiais e presos em flagrante por tráfico de drogas.

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