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Grupo de dança mantém a autoestima de mulheres

[Via Correio do Estado]

O desejo de participar de uma atividade física que não fosse especificamente levantar e abaixar peso, pular corda ou, ainda, correr alguns quilômetros levou um grupo de mulheres – em espaços de tempo diferentes – a procurar a dança de salão. Além do aprendizado da dança propriamente dito, elas também buscavam se desestressar e melhorar o condicionamento físico. E obtiveram muito além disso: mais alegria de viver.

Todas frequentam aulas semanais na Escola de Dança de Salão Harmonia, em Campo Grande, dirigida pelo professor Fábio Simones, que conta com outros professores, entre eles a pecuarista e voluntária Rochelle Kaghofer, 36 anos.

Morando apenas há três anos em Campo Grande, ela veio de Tangará da Serra (MT) com o marido e um filho pequeno, sem conhecer a cidade nem pessoas. “Estava no período de pós-parto, acima do peso e depressiva, precisava encontrar algo que gostasse de fazer. Eu não conseguia perder peso, ficava em casa jogada no sofá. Fiz academia, dieta, mas só depois que entrei para a dança consegui meus objetivos. Comecei a fazer aula particular com o professor e, seis meses depois, tinha emagrecido 16 quilos”, conta Rochelle.

Muito mais do que condicionamento físico, a aluna, que de tão aplicada se tornou professora voluntária, fez várias amigas na escola e com elas formou um grupo de dança que escolhe o ritmo, a coreografia, corre atrás do figurino e começou a fazer apresentações em alguns lugares.

Entusiasta desta nova fase que a dança proporciona é a pedagoga e professora do Ensino Fundamental Silvia Adriana Xavier Rojas, 43 anos. “Em 2015, eu entrei na escola de dança como forma de distrair a minha mente. Andava muito irritada com a rotina diária de casa/trabalho/casa e fui procurar a dança como higiene mental”.

Silvia conta que o convívio semanal com colegas no aprendizado da dança só trouxe coisas boas para sua vida. “Ali, a gente sai de nossa zona de conforto, faz amigos, aprende e se distrai mentalmente. Eu precisava de uma válvula de escape, e a dança, por meio das aulas e reuniões com as outras colegas, me ensinou a ter outra percepção sobre a alegria, a ter autoestima, mais amor-próprio”.

Em três anos de aprendizado, Silvia conta que domina ritmos como forró, chamamé, vanera, bolero, entre outros. “Neste momento, estou investindo no aprendizado do tango”.

Formado por 8 a 10 mulheres – dependendo da disponibilidade de cada uma –, o grupo conta com a professora voluntária Rochelle para criar as coreografias e decidir onde se apresentará. “Hoje em dia, é tão difícil ver um grupo de mulheres fazendo alguma coisa com tanta união. Este ano, havia alunas que queriam dançar o cancã. Então, criamos o grupo em 45 dias. Todas são muito empenhadas. Eu que ensaiei e fiz a coreografia, com o maior orgulho”. Depois de tudo montado, elas se apresentaram na festa de aniversário do professor Fábio Simones e deram um show.

Além dos ensaios regulares na escola, as amigas também se reúnem ora na casa de uma, ora na casa de outra, onde além da dança também rola um bom papo e confraternização. “Me sinto outra pessoa, muito mais feliz, mais leve. Fico alegre quando vai ter algum tipo de evento, me empolgo para participar, adoro quando tem um baile temático. Nosso grupo prioriza a alegria e a felicidade, estar bem com as pessoas”, define Silvia.

Todo esse resgate de alegria e autoestima e a sintonia entre as integrantes fizeram o grupo buscar uma nova apresentação, desta vez, na Noite do Branco – com direito a muito flash back –, marcada para o dia 10 de novembro, no Capivara’s Pub (Rua Trindade, 413).

O grupo de dança é aberto para qualquer pessoa que queira participar.

BASTA QUERER

“Temos também, aos sábados, um grupo com a professora Michelle, que ensina as meninas a serem condutoras”, explica Rochelle. Há professores que também treinam pessoas que queiram se apresentar em festas, por exemplo. “Treinamos recentemente 23 casais para uma festa de aniversário de 50 anos”.

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