[Via Correio do Estado]
Em tempos de disseminação da discórdia, do ódio, das fake news, Projota quer mais é falar de amor. O rapper paulistano de 32 anos está mais apaixonado do que nunca e decidiu se declarar à noiva – com quem está de casamento marcado – no romântico single e clipe “A Voz e o Violão”, gravado em Peruíbe (SP) e que será lançado hoje.
Depois de “Mayday” e “Sr. Presidente”, músicas com letras mais politizadas, Projota enfatiza, em entrevista ao Correio do Estado, que iniciou a carreira falando de amor. “Amo fazer este tipo mais romântico, e esta música reflete o momento que estou vivendo, feliz, romanticamente falando”.
E dá para entender, porque o relacionamento com a noiva Tâmara Contro teve altos e baixos, desencontros, separação. “Esta música traz a alegria pelo retorno, porque eu fiquei um tempo separado dela. Escrevi pensando em voltar, mas não tive coragem de mostrar. Quando voltamos, mostrei e a pedi em casamento, que vai acontecer no ano que vem”.
Assim como “Sr. Presidente”, o novo single “A Voz e o Violão” fará parte de um novo disco a ser lançado apenas em 2019. “Já tenho algumas músicas trabalhadas e outras prontas, e pretendo juntar tudo num novo disco”.
Na metade de 2018, o rapper foi considerado o artista urbano do ano e comemorou com os seus seguidores do Instagram. Perguntado sobre o motivo do título, ele dispara.
“Porque eu trabalho pra caramba, não parei nunca de fazer o que eu gosto, sigo meu instinto; o que eu tenho que falar, eu falo, inclusive sobre o amor. Lá no começo, o pessoal tinha preconceito do rap que fala de amor, mas eu falo tanto quanto tem que falar sobre governo. Não tenho medo de falar, tenho atitude para toda hora”.
Embora suas músicas estejam na boca da galera, o rapper é taxativo ao dizer que nada foi fácil em sua carreira.
“São 16 anos fazendo música e nada foi rápido, levei 8 anos para ganhar meu primeiro cachê”. Relembra que, há 10 anos, a galera cantou uma música de sua autoria que o deixou emocionado. “Foi num show com 40 pessoas. E eu não imaginava estar onde estou hoje. Há 10 anos, não imaginava que daria para chegar aqui; meu sonho, naquela época, era apenas pagar minhas contas”.
Sobre o momento grandioso que o rap vive atualmente, Projota concorda e diz que continua cumprindo seu papel social.
“Ele sempre cumpriu e, mais recentemente, ocupou o lugar deixado pelo rock. O rap mudou minha vida quando eu só ouvia e mudou muito mais ainda quando comecei a fazer. A mensagem do rap na minha vida foi fundamental. Não sei nem o que seria de mim sem ele, provavelmente eu teria feito algo de errado. Eu nunca roubei, nunca usei droga, mesmo tendo amigos que enveredaram por esta vibe. Eu passei ileso”.
Além da música, Projota também participou da série “Carcereiros” e, mais recentemente, do filme “Sequestro Relâmpago”, a ser lançado em novembro. “Contracenei com Marina Ruy Barbosa. Dançamos um forró. Foi bom demais”.