[Via Correio do Estado]
“Shirkers – O filme roubado”, teve sua estreia mundial no Festival cinematográfico de Sundance em 2018, onde recebeu críticas muito positivas de renomados jornais e ganhou o prêmio de melhor direção pelo trabalho de Sandi Tam. Depois dessas conquistas, o documentário de 96 minutos foi adquirido pela Netflix como original da plataforma e teve sua estreia marcada para o dia 26 de outubro.
O documentário acompanha Tam enquanto ela narra a bizarra história de como um de seus filmes, também intitulado de “Shirkers”, foi roubado. Para isso, volta para 1992, quando o longa foi gravado por uma jovem Tam de 18 anos com as aspirações de se tornar uma cineasta ainda não concretizadas. Junto a ela, a equipe de filmagem contava com Jasmins Ng e Sophie Siddique, amigas de Tang, e George Cardona, um misterioso homem de uns 40 anos de idade que ficou encarregado de dirigir o filme.
A história do “Shirkers” de 1992 gira em torno de uma adolescente “fora da lei”, interpretada por Tam, e sua vida nas ruas de uma Singapura em constante mudança. O filme realizado pela jovem tinha tudo para virar um clássico "indie", de todas as suas filmagens não tivessem sido roubadas por George Cardona, que logo depois desapareceu.
Somente em 2011, após a morte de George, Tam conseguiu recuperar as filmagens de “Shirkers” furtadas por seu antigo mentor, impressionantemente bem conservadas. Com isso, a diretora montou o documentário “Shirkers – o filme roubado”, que mistura, de forma engenhosa, as filmagens originais (de 1992) com diversas entrevistas ao grupo de criadores do longa. O documentário, além de abordar toda a conjuntura do roubo, também captura temas como a juventude, o poder da persuasão masculina e a amizade entre jovens mulheres.
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