Cultura

Mostra de dança traz Grupos Latinos e tem programação gratuita

[Via Correio do Estado]

A importância de haver uma mostra dedicada à dança contemporânea deve-se à necessidade de sensibilizar as pessoas sobre uma forma de arte que nos obriga a partilhar o tempo e o espaço com os outros e que transpõe as barreiras culturais, unindo as pessoas por meio de uma linguagem corporal sem fronteiras. É com este espírito de plástica e compartilhamento que Campo Grande receberá a segunda edição da Mostra Cerrado Abierto – de 25 a 28 de outubro, em diversos espaços da cidade. O diferencial, desta vez, além da presença de grupos de outras cidades brasileiras, é a participação de dois países da América do Sul: Chile e Argentina.

“O intercâmbio é sempre importante para o artista. A troca de experiências, a forma como eles criam, como eles atuam, o posicionamento político deles enquanto artistas.  Tudo isso é muito rico para a gente”, define Roberta Siqueira, produtora da Arado Cultural, realizadora da mostra. Na primeira edição, participaram os países vizinhos Bolívia e Paraguai.

A programação, totalmente gratuita, oferecerá apresentações de dança, exibições de videodanças, oficinas e rodas de conversa. As atividades acontecerão no Museu de Arte Contemporânea (Marco), no Parque das Nações Indígenas e no Sesc Cultura. A mostra tem o incentivo do Fundo Municipal de Investimento Cultural (Fmic).

Norteada por três frentes de atuação, o fazer artístico, a fronteira e a formação, a Mostra Cerrado Abierto contará também com profissionais de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco.

PROGRAMAÇÃO

A abertura oficial do evento será na quinta-feira, às 19h, no Marco, com videoinstalação e apresentação do espetáculo “Pra Você”, da Cia do Mato (MS), com classificação livre. Em seguida, às 20h, o Coletivo em Fluxo, do Rio de Janeiro, apresenta “Linha Primitiva”, para maiores de 14 anos.

Na sexta-feira (26), às 19h, Sandra Acevedo (Chile) apresentará o espetáculo “En Este Lugar”. Ela fará participação solo e também em duo com Simon Christensen. “Fabiano Carneiro, da Funarte, foi quem nos indicou a participação dela”, explica Roberta.

Sandra Acevedo é coreógrafa e, por 25 anos, ensinou dança contemporânea e apresentou criações de forma independente e gratuita em vários teatros e espaços alternativos aos tradicionais circuitos de dança. Em seu trabalho, ela insiste em promover o desenvolvimento e a formação de artes performáticas contemporâneas em regiões, ampliando o conhecimento, a visão e a valorização das possibilidades expressivas do corpo e suas práticas, especialmente apoiando os jovens em suas buscas e preocupações expressivas.

Às 20h, no mesmo dia, a Cia Dançurbana (MS) apresenta rá “Plagium?”’. Os dois espetáculos têm classificação livre e acontecerão no Marco.

Na tarde de domingo (28), as atividades serão no Parque das Nações Indígenas: às 16h, haverá uma roda de Danças Circulares e Jam Session e, às 17h, os artistas Ralfer Campagna e Jackeline Mourão (MS) apresentam o espetáculo-intervenção “Deriva”, com classificação livre. A programação da mostra será encerrada de noite, com dois espetáculos no Marco: às 19h, Paula Bueno e Ana Mundim (MS e CE) apresentam “Cartas Abertas ao Desejo”, com classificação livre, e, às 20h, Laura Figueiras e Carla Rímola (Argentina) encenam “Acto Blanco”, para maiores de 16 anos. Em todos os dias, sempre às 18h, haverá mostra de videodança na fachada do Marco.

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