Política

Eleitores da Capital não têm dúvidas sobre escolha dos candidatos no 2º turno

[Via Correio do Estado]

As eleições para governo em Mato Grosso do Sul, assim como para presidência da república serão decididas no 2º turno, no próximo dia 28 de outubro. Ao final das apurações realizadas no domingo (7), o atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB) conquistou 44,61% dos votos, contra o juiz aposentado, Odilon de Oliveira, que acumulou 31,62%.

Segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), os votos válidos somaram  1.293.354, correspondentes a 87,47%. Os votos nulos acumularam 116.509 (7,88%), enquanto os em branco chegaram a 68.779 (4,65%).

O número de abstenções foi expressivo, com 398.287 eleitores que não compareceram às urnas. Este número significa 21,22% do eleitorado sul-mato-grossense que totaliza 1.876.929 pessoas.

VOTOS DEFINIDOS

A equipe do Correio do Estado foi às ruas para saber a opinião dos eleitores quanto ao resultado registrado no 1º turno e saber se já definiram o escolhido para governo e presidente da república. Mantendo a característica do cenário nacional, em Mato Grosso do Sul, a polarização sobre os dois candidatos à presidência foi definida no 1º turno e será mantida na segunda fase das eleições.

Na avaliação do campo-grandense, Anisteto Araújo Chaves, 84 anos, o resultado foi ótimo já que a escolha dele leva vantagem. "O resultado foi ótimo e vou manter a mesma votação no 2º turno: Jair Bolsonaro para presidente e Reinaldo Azambuja para o governo. As eleições deste ano estão bem diferentes da última, as pessoas estão cansadas do jeito 'antigo' de fazer política e vocês podem ver isso na assembleia legislativa aqui do Estado", alfinetou.

Laureane Monteiro, 29 anos, contou que está desempregada há vários meses e aguarda com esperança uma mudança depois da eleições. "Do jeito que está não dá para continuar e a esperança que temos é na mudança da população, que está questionando e exigindo dos candidatos propostas sérias", desabafou, mas não quis falar em quem vai votar.

O aposentado, Valdemir Cardoso, tem 80 anos, nasceu no estado do Pernambuco, mas, está há 35 anos em Campo Grande. Ele afirma que definiu seu candidato para presidente no 1º turno e manterá a escolha no segundo. "Voto no Haddad, pois, penso que atenderá melhor as expectativas da sociedade brasileira", opina.

Na avaliação da tecnológa em produção multimídia, Cátia Santos, 30 anos,  a população passa por um momento muito perigoso, onde os ânimos exaltados podem levar a escolhas movidas por sentimentos negativos.

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