Economia

Projeto sobre taxas de protesto vai piorar situação do comércio

[Via Correio do Estado]

Projeto de lei que transfere o pagamento de taxas para retirada do protesto em cartórios do empresário para o cliente aumentará o tempo de permanência do consumidor na massa de inadimplentes em Mato Grosso do Sul, em função da dificuldade de recuperação do crédito.

O alerta é da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), que foi à Assembleia Legislativa para reunir-se com deputados e evitar a aprovação, no afogadilho, da proposta de autoria do deputado Beto Pereira (PSDB), que é candidato a deputado federal.

Somente na Capital, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 182,1 mil campo-grandenses estão endividados.

De acordo com Roberto Oshiro, diretor da ACICG, o grande problema é que o projeto de lei não vem de forma clara e, em sua justificativa, até aparenta ser uma medida boa para o comércio, para o empresário e para a inadimplência, porém, na prática poderá trazer o efeito contrário. “O projeto de lei vem travestido dessa roupagem de que é benéfico para o comércio, mas prejudica sobremaneira a população e a recuperação de crédito”, comentou

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