Polícia

Empresário suspeito de estuprar e engravidar a própria filha é preso

[Via Correio do Estado]

A Polícia Civil prendeu no final da tarde de ontem, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, um empresário de Aquidauana suspeito de ter estuprado e engravidado a própria filha, de 12 anos. A ação fez parte da Operação Midas, deflagrada pelo Ministério da Segurança Pública com a Polícia Civil em 25 estados e Distrito Federal, com objetivo principal de prender investigados por latrocínio, roubo e outros crimes graves.

Conforme apurado, a investigação do estupro de vulnerável era conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Aquidauana. Durante o trabalhou, foi descoberto que o homem de 40 anos havia se mudado para a fronteira, onde abriu negócio no ramo de airsoft. Os investigadores de Ponta Porã foram acionados e conseguiram localizá-lo em sua residência, onde cumpriram o mandado de prisão.

De acordo com a ordem judicial  havia indícios suficientes que comprovavam a responsabilidade do empresário, incluindo um exame de DNA solicitado pela justiça, que comprova a paternidade. “Há prova da materialidade e indícios suficientes dos fatos imputados à parte ré, motivo pelo qual, recebo a denúncia”, lê-se nos autos. O bebê nasceu saudável o Hospital Regional Estácio Muniz e a família vem recebendo apoio psicossocial.

OUTRO CASO 

No mês passado, 31 de agosto, a Polícia Civil prendeu, um homem suspeito de ter estuprado e engravidado a própria filha, de 11 anos. Ele confessou todos os abusos e justificou dizendo que a filha consentia com todos os atos. A menina, agora com 12 anos, deu à luz de forma prematura na semana passada e decidiu ficar com a bebê para criar. Ela mora com a irmã que lhe ajudará.

O parto ocorreu em Aquidauana, cidade vizinha de Anastácio, onde a vítima mora. De acordo com informações passadas pela prefeitura local, ela continua passando por tratamento psicológico, foi incluída no programa Bolsa Família e recebe mantimentos da Assistêncial Social local.

Acusado pelo crime, o pai continua preso. A Polícia Civil mantém sua localização em sigilo, por motivo de segurança.

OS AGRESSORES

Em entrevista anterior ao Correio do Estado, a delegada Marília de Brito Martins, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), informou que, a maioria dos agressores são parentes ou pessoas próximas da vítima. “A maioria dos casos são intrafamiliares e as denúncias também partem da família”, diz.

De janeiro a agosto deste ano, 278 casos de estupro de vulnerável foram denunciados à polícia de Campo Grande. Isto quer dizer que, a cada 24 horas pelo menos uma criança ou adolescente foi violentado na Capital e, deste total, 130 têm, no máximo, 11 anos. Os números foram divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp).

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