[Via Correio do Estado]
Servidores administrativos da Educação de Mato Grosso do Sul foram até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (28), pedir celeridade quanto ao acordo firmado com Governo do Estado em abril deste ano.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários Administrativos da Educação em Mato Grosso do Sul (Sinted-MS), Wilds Ovando Pereira, em abril de 2018 cerca de 5.980 servidores do administrativo da Educação entraram em greve para reivindicar 3,04% de reajuste salarial, mais R$100 de alimentação e a incorporação do abono de R$ 200 nos salários.
Na proposta, a categoria aceitaria encerrar a greve se os 3,04% de reajuste de abril mais o auxílio-alimentação fossem incorporados. Eles pediram também a abertura de um concurso público com 500 vagas.
As discussões com o Governo do Estado duraram quase dois anos e a incorporação do abono de R$ 200 aos salários foi firmada em acordo. Agora, eles querem que um projeto de lei sobre o assunto seja encaminhado pelo Executivo Estadual para Assembleia Legislativa. Isto porque eles temem que o próximo governo não cumpra o acordo.
O projeto tem de ser aprovado até o dia 7 de Julho, mas, até agora não foi encaminhado para Assembleia porque, segundo o Governo do Estado, a incorporação do abono aos salários ultrapassa o limite prudencial de 46,55%.
A apreensão dos servidores fez com que eles decidissem ir até a Casa de Leis nesta quinta-feira pedir celeridade no envio do projeto. Hoje os servidores do Administrativo da Educação recebem R$ 954 mensais por uma jornada de trabalho de 30 horas semanais.
Os deputados estaduais Amarildo Cruz (PT), Eduardo Rocha (MDB) e Paulo Siufi (MDB) declararam, durante a sessão de hoje, que vão pedir respostas e fazer a interlocução entre os servidores e o Governo do Estado.
“O MDB vai assinar requerimento pedindo explicações ao governo”, declarou Rocha,
que é líder do partido na Casa. Ele responsabilizou a sigla em fazer a interlocução com o Executivo Estadual.