Política

Há 20 anos no poder, presidente da Federação de MS terá reeleição aclamada nesta tarde

[Via Correio do EStado]

Há vinte anos atrás, o Brasil era apenas tetra campeão mundial, a internet era algo restrito, menos de 10% das casas brasileiras tinham TV por assinatura e o País estava apenas em seu segundo presidente democraticamente eleito após a Constituição homologada em 1988.

O mundo era outro quando Francisco Cezário assumiu oficialmente como presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, em 1998. E na tarde desta segunda-feira (30), o cartola há mais tempo em um cargo majoritário no futebol brasileiro terá sua reeleição até 2023 aclamada por unanimidade. E também pela falta de concorrentes.

Para se ter da longetividade do cartola no cargo, Apenas sete jogadores da atual edição do Brasileirão estavam profissionalizados quando ele assumiu o poder: Juan (zagueiro, Flamengo, 39 anos), Magrão (goleiro, Sport, 41), Émerson Sheik (atacante, São Paulo, 39), Danilo (meia, Corinthians, 38), Leonardo Silva (zagueiro, Atlético-MG, 38), Léo Moura (lateral, Grêmio, 39) e Renato (volante, Santos) 38

O atual mandato de Cezário vence apenas em abril de 2019, sendo que o pleito desta tarde está sendo realizado de forma antecipada. A eleição acontecerá em hotel na avenida Afonso Pena, região central, com primeira chamada às 13h e segunda chamada às 13h30.

A votação terá caráter secreto, ou seja, o voto dado por cada presidente de clube ou liga não será revelado. As entidades que disputaram campeonatos profissionais recentemente, cumprindo o estatuto, terão peso dois na eleição (ou seja, um voto seu valerá por dois).

Os clubes peso duplo são União, Sete de Dourados, Corumbaense, Costa Rica, Águia Negra, Comercial, Operário, Novo e Urso, além dos atualmente inativos Ubiratan, Cene, Naviraiense, Ivinhema, Serc, Misto e Maracaju.

Além destes, também terão direito a voto, mas sem o peso duplo, Aquidauanense, Portuguesa, Cena, Guaicurus, Coxim e Camapuã. Entre os times amadores, estão Seduc e Náutico. Já entre as ligas municipais, estão a de Anastácio, Ribas do Rio Pardo, Coxim, Corumbá e São Gabriel do Oeste.

Além do presidente, oito vice-presidentes serão eleitos junto aos demais membros efetivos da chapa, com seus respectivos suplentes no conselho fiscal, e o tesoureiro. O prazo de registro de chapa foi encerrado cinco dias antes da eleição - ou seja, quarta-feira (25). conforme edital publicado sem alarde pela federação cinco dias antes

Equipes descontentes com Cezário acabaram sofrendo nos bastidores com a agilidade do cartola na manobra política. Um dos nomes favoritos dos opositores, o pecuarista Alfredo Zamlutti (ex-presidente da própria FFMS), acabou acertando seu retorno ao futebol como vice da chapa de Cezário. Outro nome procurado pelo presidente foi o do mandatário do Operário, Estevão Petrallás, que deixa o clube no próximo mês e poderia figurar como candidato.

Será a sexta reeleição de Cezário, que assumiu de forma interina pela primeira vez em 1991 e nas poucas vezes que viu o postio ameaçado, como em 2010, quando o ex-zagueiro Amarildo lançou candidatura, mudou o estatuto da entidade a seu favor. Jogadas mais do que permitida pelos clubes filiados de uma entidade que teve apenas quatro mandatários em mais de 40 anos de história.

Compartilhe: