Instituto de Medicina Legal enfrenta problema crônico de falta de equipamentos
[Via Correio do Estado]
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis em Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS), Giancarlo Correa Miranda, declarou hoje que, “não basta apenas o concurso público, precisamos de materiais”. A declaração tem relação com a autorização para abertura de certame com 170 vagas para peritos e falta de estrutura do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).
De acordo com Miranda, existe um deficit em relação aos materiais de trabalho para os servidores, especialmente no que diz respeito aos produtos para desinfecção. A situação não é observada apenas em Campo Grande, mas nas cidades do interior. “Em todas as visitas temos constatado isso. É necessário uma reforma ampla, uma estrutura adequada”, completou o presidente do sindicato.
Ainda segundo Miranda, ao final de cada visita, o sindicato envia um relatório ao Governo do Estado informando sobre estas deficiências. Além dos problemas constatados nos Institutos de Medicina Legal e de Odontologia Legal, tem a falta de materiais nas delegacias.
“Precisamos adquirir mais equipamentos para fazer esse trabalho. Precisamos de equipamentos, viaturas”, disse ele, completando que as reivindicações são feitas com frequência. “Falta o governo responder às nossas reivindicações”, finalizou.
Em janeiro deste ano, o Portal Correio do Estado divulgou uma matéria que retratava o atraso na análise e liberação de corpos em estado de decomposição em decorrência de um defeito no único aparelho de raios-x (Arco em C) do Imol de Campo Grande.
Outra matéria, publicada no mês passado, apontava para a falta de condição de trabalho dos policiais civis na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga, também na Capital. Na ocasião, o banheiro do local estava interditado e não havia água nos bebedouros.
Os policiais reclamaram também dos computadores obsoletos e da ausência de uma sala específica para atendimento de casos mais delicados, evitando o constrangimento das vítimas em passar detalhes sobre o caso na frente de outras pessoas.
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou que, a linha de crédito, de R$ 42 bilhões, oferecida pela União aos estados para o aparelhamento das forças de segurança poderá ser usada na compra destes materiais para o Imol. "Temos delegacias que precisamos de reparos, nós temos estruturas governamentais que precisam ser melhoradas e isso nós vamos buscar com esses financiamentos que foram autorizados aos estados brasileiros", declarou o chefe do Executivo.
Azambuja disse ainda que a prioridade da utilização desta verba, "é estruturar melhor as condições de trabalho dos nossos policiais e principalmente melhorar as condições do local de trabalho. Acho que agora temos um caminho".
Em princípio, Azambuja havia se mostrado reticente quanto à proposta do Governo Federal. Isto porque existe uma preocupação em relação à taxa de juros e endividamento do Estado. "Nós não queríamos empréstimo, nós queríamos a presença do governo com recursos orçamentários, igual está acontecendo no Rio de Janeiro, mas nós vamos olhar isso e, se for conveniente, é um caminho para melhorar as estruturas de polícia", finalizou.
O governador assinou, nesta sexta-feira (6), uma autorização para abertura de concurso público para peritos e papiloscopistas em Mato Grosso do Sul. A previsão é de 170 vagas, sendo 40 para médicos legistas, 40 para peritos criminais, 40 para papiloscopistas e 50 para agentes de polícia científica.
O CONCURSO
O governador assinou, nesta sexta-feira (6), uma autorização para abertura de concurso público para peritos e papiloscopistas em Mato Grosso do Sul. A previsão é de 170 vagas, sendo 40 para médicos legistas, 40 para peritos criminais, 40 para papiloscopistas e 50 para agentes de polícia científica.
