
Estudos mostram que com a exposição ao frio, em média de 14°C, aumenta cerca de até 30% de mortes por infarto. O frio não acarreta apenas o infarto, mas também, outras doenças cardiovasculares como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), a Angina (dores fortes no peito) e também as arritmias cardíacas. O infarto agudo do miocárdio acontecem por conta do rompimento das artérias coronárias que irrigam o coração.
Pessoas com colesterol muito alto, hipertensas, diabéticas, tabagistas e idosas são mais vulneráveis há esse tipo de risco. A médica cardiologista da Santa Casa, Izabela Falcão, explica como funciona o mecanismo causador do infarto. “Nós temos receptores nervosos na pele que, ao sentir frio liberam um hormônio (noradrenalina) que contrai os vasos sanguíneos. Com esse estreitamento ocorre a ruptura de placas de gorduras que estão dentro dos vasos sanguíneos, principalmente das coronárias que irrigam o coração. Com tudo, as proteínas e as plaquetas tentar reverter esse processo e, nesta tentativa de reversão acaba formando-se um o coágulo que causa o entupimento das coronárias e levam ao infarto agudo do miocárdio”, descreve.
Geralmente o processo de infarto é associado ao da pressão alta que no frio aumenta a vasoconstrição, que são as contrações das artérias. De acordo com a cardiologista não existe uma idade mínima para o risco, e sim por vulnerabilidade, sendo que a forma de inibir os riscos são por meio de exercícios físicos e consultas periódicas. “Hoje em dia as atividades físicas ajudam na prevenção do infarto, que combate o sedentarismo e a sensação do tabagismo e o mais importante, que é o controle alimentar”, conclui.
Sinais de alerta e prevenção
Existem síndromes coronarianas agudas, que vem como dores e possíveis sintomas para infarto agudo; dor precordial, pontadas, queimações que as vezes irradiam para o braço ou costas, com duração de vinte minutos associado a falta de ar, e sudorese fria (suor). Esses são um dos sintomas de infarto. Mediante a esses sintomas a pessoa precisa procurar o tratamento de urgência médica mais rápido possível.
Para pessoa acima de 35 anos, independente do estado de saúde é indicado o acompanhamento médico anualmente, com a realização de exames como eletrocardiograma, eco cardiograma, teste ergométrico, raio X de tórax, e exames bioquímicos (de sangue), que são medidas preventivas para evitar o risco de algum evento isquêmico.
A mudança do estilo de vida, que começa desde a infância como alimentação, o cuidado com o uso excessivo do sal, evitar frituras e gorduras, sobre tudo combater o sedentarismo praticando o exercício físico com moderação que traz muitos benefícios para a circulação sanguínea no corpo.