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Bens tombados sofrem com descaso e abandono na Capital

[Via Correio do Estado]

Na região central de Campo Grande, pinturas desgastadas, pichações, rachaduras e até mato poluem fachadas de prédios históricos. Basta um breve passeio pelas ruas centrais da Capital para flagrar parte do passado em ruínas. Já sem telhado e com risco de desabamento, casas e outras edificações que contam parte da história viraram depósitos de lixo e criadouros de ratos e moscas.

Segundo apurou a reportagem, alguns desses imóveis são tombados, sob regime especial de proteção, ou, então, estão “protegidos” por estarem em Zonas Especiais de Interesse Cultural (Zeic’s), localizada especialmente na região da antiga Estação Ferroviária.

Conforme dados presentes no site da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), Campo Grande tem 13 bens tombados, sendo que 11 deles são edificações.

Outros dados, desta vez da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), revelam 133 bens ou imóveis sob regime especial de proteção e outros 8,7 mil protegidos por estarem em Zonas Especiais de Interesse Cultural.

Tais áreas tentam resistir a processos judiciais de longa data, ao desinteresse dos proprietários, e à ineficiência do poder público na fiscalização e aplicação das medidas punitivas.

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