[Via Correio do Estado]
Dezessete pessoas foram ouvidas na tarde de hoje pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara Municipal para apurar irregularidades na concessão de alvarás de táxi e mototáxi em Campo Grande. Com o fim dos depoimentos, o relatório final dos trabalhos deve ser votado até a próxima semana.
“Vamos apresentar um relatório bastante propositivo, com foco em arrumar o serviço de táxi em Campo Grande. Há uma má administração dentro da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). Queremos que essas falhas sejam corrigidas para fazer o táxi forte novamente. O momento é de se juntar e buscar soluções para enfrentar essa nova era”, afirmouo presidente da CPI, vereador Vinicius Siqueira (DEM).
Foram ouvidas 17 pessoas que tem permissão para atuar no serviço de táxi em Campo Grande, todos das famílias Sandim e Oshiro. Os taxistas confirmaram que tem algum grau de parentesco. No entanto, negaram que a concentração de alvarás seja irregular e garantem que as licenças foram adquiridas dentro da lei.
“A essência da CPI é descobrir se há direcionamento, traçar um paralelo com as famílias e saber se há concentração excessiva com algumas famílias. A oitiva é o melhor instrumento para descobrir isso. O relatório já está em fase final, são mais de 100 páginas. A intenção não é prejudicar ninguém que desenvolve um trabalho digno em Campo Grande”, adiantou o vereador Odilon de Oliveira (PDT), relator da CPI.
Para o vereador Júnior Longo (PSDB), a CPI está pronta para esclarecer assuntos ainda desconhecidos para o campo-grandense. “Essas oitivas foram importantes, pois ainda não havíamos ouvido pessoas físicas. Estamos prontos para entregar o relatório e esclarecer algumas questões, além de apontar soluções”, afirmou.
Já o vereador Francisco Gonçalves (PSB) lembrou que a CPI foi um pedido da própria população. “A população nos pediu isso e alguma coisa deveria ser feita. Nosso objetivo era levantar o que vem acontecendo desde a década de 70, trabalhar para ver o que realmente está acontecendo com o serviço de táxi em Campo Grande. A CPI fez essa apuração”, finalizou.
SUSPEITA DE IRREGULARIDADES
A Comissão foi instaurada em 11 de abril deste ano, com a aprovação de 19 vereadores. A motivação para abertura da CPI aconteceu em razão de denúncias recebidas por Vinicius Siqueira de que muitos alvarás de táxi estariam concentrados com determinados grupos familiares.
Compõem o grupo de trabalho, os parlamentares: Vinicius Siqueira (DEM), Odilon de Oliveira (PDT), Veterinário Francisco (PSB), Pastor Jeremias (PT do B) e Junior Longo (PSDB).