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Feirantes reclamam de descaso da prefeitura e Feira de Antiguidades pode acabar

[Via Midiamax]

Na manhã deste domingo (8), em Campo Grande, aconteceu mais uma edição da Feira de Antiguidades na Praça Ary Coelho, evento que costumava reunir desde 2014, diversos feirantes especializados em objetos antigos e de coleção, raridades como moedas e cédulas de outras épocas, artigos de decoração, roupas de brechó, discos de vinis e outros produtos. Entretanto, ao visitar o local, foi perceptível que não é mais o mesmo evento que ocorria desde 2014.

A praça estava muito suja, com muitos pássaros por toda parte, a maioria dos expositores colocou as mercadorias em tapetes no chão, dividindo algumas sombras de árvores, e o número de menos de dez barracas de artigos também impressionou, pela diferença de eventos anteriores. Também não havia muito público presente por volta das 10h da manhã.

Os expositores e feirantes reclamam que há descaso e que o evento foi completamente abandonado pela prefeitura. "Nós tínhamos 23 expositores e agora temos muito menos. Nós estamos resistindo, e a prefeitura nunca mais disponibilizou nada, nem banheiros, nem tendas. Estamos aqui há anos, todo segundo domingo do mês, e o que se vê agora é que estamos no chão, à mercê do sol quente, e da chuva", pontuou Ivanilson Nogueira, de 41 anos, diretor da Associação de Antiguidades e Coleções do Mato Grosso do Sul.

Alguns feirantes ainda conseguem estacionar suas kombis para exibir mercadorias como rádios antigos, livros, quadrinhos, e até um pequeno canhão de guerra antigo, mais uma relíquia. Mas muitas coisas são mostradas direto no chão. "Eu sempre vinha aos domingos, gostava muito, mas realmente não há mais estrutura nem qualidade", opinou o estudante de direito Paulo de Souza Cruz, 33 anos.

Apoio institucional

Procurado pela reportagem, o prefeito Marquinhos Trad desmentiu a questão do descaso e pontuou que "antes não haviam nem cinco tendas". Segundo ele, a prefeitura se dispõe a atender todos os eventos culturais que procuram apoio, e que dará apoio institucional, no que tange ao som ambiente, algumas tendas, banheiro químico, sinalização do trânsito e Guarda Civil Municipal. "Vamos oferecer isso para todos que baterem na nossa porta, mas não posso usar dinheiro de todos para segmentos que nem todos participam", acrescentou.

Os feirantes dizem que já procuraram a prefeitura, fizeram um abaixo-assinado para mais conforto no evento, que foram ignorados. Também teriam procurado apoio de vereadores, que o ofício encaminhado para a Sectur (Secretaria de Cultura e Turismo) está sem resposta há três meses. "Já chegamos a reunir por aqui 300, 400 pessoas comprando e vendo antiguidades. Mas não podemos continuar assim. Se nada for feito, sinto muito mas a Feira vai acabar", diz Ivanilson.

A Feira de Antiguidades foi criada através da Lei complementar n° 348/13, aprovada pelo ex-vereador Edil Albuquerque, em setembro de 2013, de forma a ocupar a Praça Ary Coelho a cada segundo domingo do mês.

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