[Via Correio do Estado]
O déficit primário nas contas do setor público consolidado, que englobam o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais, ficou em R$ 11,04 bilhões em março, conforme o Banco Central nesta sexta-feira (28). No mês anterior o resultado negativo foi um pouco menor: de R$ 10,64 bilhões.
No acumulado do primeiro trimestre, as contas do setor público consolidado registraram superávit, ou seja, foram positivas, em R$ 2,19 bilhões. Com isso, as contas registraram melhora frente ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi negativo em R$ 5,77 bilhões.
Com o superávit de R$ 16,99 bilhões de janeiro a março das contas dos estados e municípios foi possível cobrir os déficits de R$ 14,16 bilhões do governo federal e de R$ 636 milhões das estatais no mesmo período.
No acumulado de doze meses até março, o saldo ficou no vermelho. Foi registrado um rombo fiscal de R$ 147,82 bilhões no período - o equivalente a R$ 2,34% do Produto Interno Bruto (PIB).
Dívidas líquida e bruta
A dívida líquida do setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) subiu de R$ 2,98 trilhões em fevereiro, ou 47,4% do PIB, para R$ 3,02 trilhões em março deste ano – o equivalente a 47,8% do PIB.
No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais), o endividamento brasileiro também cresceu. Esse indicador é acompanhado mais atentamente pelas agências de classificação de risco. Em fevereiro de 2017, a dívida estava em 70,6% do PIB (R$ 4,45 trilhões), e avançou para 71,6% do Produto Interno Bruto, ou R$ 4,52 trilhões, em março deste ano - novo recorde da série histórica, que começa em dezembro de 2006.