[Via Correio do Estado]
Muitos lojistas fecharam por medo de baderna. Michel Mesquita, gerente de uma loja de joias reclamou. “A gente vence a crise trabalhando. Fechamos porque podia acontecer algum quebra-quebra, mas o protesto não muda nada.", avalia.
Já o gerente de uma loja de calçados, Willian Matos acredita que o movimento de greve geral é importante e pode impedir as reformas, mas prejudica o dia de trabalho. " Fechei porque não vai entrar ninguém na loja agora, com o protesto. Temos metas pra cumprir de vendas e com certeza nos atrapalha nisso. Se é um protesto pacífico, pode ser feito num domingo", disse.
O dono de uma loja de relógios, Cézar Nogueira diz que é preciso reformar e avalia o movimento como injusto. "Os sindicatos fazem isso porque não querem perder a contribuição sindical. Eles não podem obrigar a gente a pagar", sustentou.
Por outro lado, alguns fecharam em apoio, como a gerente de loja de cosméticos Sirlei Mariotii. "A gente perde hoje, mas recupera amanhã. O povo sem dinheiro e sem direitos a gente perde de qualquer forma. A gente fechou por respeito ao movimento".