[Via Correio do Estado]
O Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço de transporte coletivo em Campo Grande, entregou 30 novos ônibus nesta terça-feira. Os veículos têm elevadores, mas nenhum deles é articulado. Eles vão substituir os mais antigos.
Esta é a segunda entrega do ano. Na primeira, foram 22 veículos e, até a primeira quinzena de maio, outros 39 deverão ser disponibilizados. A frota da Capital, hoje, de 585 ônibus. O número permanece o mesmo após este processo de renovação.
Durante o evento de entrega simbólica, o presidente da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de Campo Grande (Assetur), João Rezende, enfatizou que o próximo passo será cobertura de 100 pontos de ônibus e reforma dos terminais, onde será priorizada a reforma dos banheiros e acessibilidade.
O prefeito Marcos Trad (PSC) participou da solenidade e declarou que a entrega “é um grande avanço porque vai diminuir a idade média dos ônibus, passando de nove para quatro anos”.
As substituições devem ocorrer principalmente na linha 070 — General Osório/Bandeirantes.
COOPERAÇÃO
No final do mês de março, a prefeitura firmou termo de convênio de cooperação para que o consórcio faça melhorias na estrutura do transporte coletivo em troca da manutenção da isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).
A prefeitura exige como contrapartidas a revitalização e reforma dos nove terminais: Moreninhas, Morenão, Guaicurus, Aero Rancho, Nova Bahia, Júlio de Castilhos, Bandeirantes, General Osório e Hércules Maymone, com pintura, instalação de bebedouros e espaço para portadores de deficiência, além da instalação de 100 novos pontos de ônibus cobertos e com assento.
Intervenções começaram a ser realizada no Terminal Bandeirantes na última semana.
PRAZO CORRENDO
As empresas de ônibus têm prazo de seis meses para fazer as melhorias. O acordo se encerrará justamente em outubro, quando, por contrato, é estabelecido o reajuste da tarifa.
Portanto, a empresa atendendo o estabelecido no convênio, o aumento da passagem será praticamente inevitável, já que o consórcio volta a arcar com os tributos. Sem a isenção, a estimativa é de que a passagem passe de R$ 3,55 para R$ 3,80.
A estimativa do município que o imposto cobrado das empresas de transporte público deve gerar arrecadação de R$ 10 milhões por ano.