[Via Correio do Estado]
O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), tem até o dia 30 deste mês para informar a destinação de quase R$ 20 milhões em recursos federais. A prestação de contas, solicitada pela Caixa Econômica Federal (CEF), diz respeito a convênios com a União para conclusão ou realização de 13 obras no município. A principal delas é o Centro de Belas Artes. O banco também quer explicações sobre o término da construção de unidade básica de saúde (UBS), pavimentação de ruas em bairros, reforma de estádios, entre outras obras. Caso não haja justificativa no prazo, o Tribunal de Contas da União (TCU) poderá instaurar investigação. No total, são R$ 19.298.369,87 em verba federal.
O Correio do Estado apurou que ofícios com a solicitação da CEF foram encaminhados não só para Alcides Bernal, mas também para Nelson Trad Filho. Isso porque os convênios foram firmados na gestão do ex-prefeito. “Eu já acionei meus advogados e iremos dar resposta, mas eu não tenho mais o que fazer, minha parte eu já fiz, que foi conseguir a verba”, afirmou o antigo gestor.
A reportagem também procurou o prefeito atual. Via assessoria, a prefeitura apenas informou, em nota, que, em situações como essa, responde diretamente a quem a questionou.
A prefeitura firmou 13 convênios com o Governo Federal durante o segundo mandato de Nelson Trad Filho, de 2008 a 2012. Os recursos eram para construção, reforma ou término das obras da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Jardim das Perdize; o Centro Belas Artes, na avenida Ernesto Geisel; a Praça da Juventude, no bairro Noroeste; asfalto e pavimentação nos bairros Jardim Nashville, Ramez Tebet, Cidade Morena, Dom Antônio Barbosa e Aero Rancho; reforma no Ginásio Guanandizão; reforma e ampliação do Estádio de Beisebol e duas etapas de construção do Museu Histórico e Filosófico. Passados quatro anos, os valores das obras estão defasados, conforme avaliou o ex-prefeito.
“Tudo está defasado de lá pra cá. Os preços subiram e agora, claro que seria necessário mais recursos para conclusão. Mas já tem dinheiro que poderia ser usado. Agora eles [a União] quer o dinheiro de volta para responsabilizar porque as obras não foram para frente”, comentou Nelson Trad Filho.