Brasil

Brasil perdeu 45% da vegetação e ‘fragmentou’ florestas nos últimos 38 anos

MapBiomas mostra redução no tamanho médio das áreas conservadas e avanço do desmembramento do território por lavouras e urbanização nos últimos 38 anos; estudo foi divulgado na COP17 da Biodiversidade

Um estudo apontou que em 1986, o Brasil tinha 2,35 milhões de fragmentos de vegetação nativa, com uma área média de 287 hectares. Os fragmentos são pedaços de vegetação nativa que foram desmembradas ou ‘espalhadas ‘por áreas como pastagens, lavouras e áreas urbanas. Os números foram divulgados, nesta quarta-feira (28), pelo MapBiomas, em meio a COP17 da Biodiversidade, que acontece na Armênia. 

Já em 2024, eram 3,41 milhões de fragmentos, com área média de 163 hectares. Os dados apontam que em 38 anos, o país perdeu vegetação nativa e o que sobrou ficou ainda mais fragmentado. O número de fragmentos aumentou em 45%, enquanto a área média diminuiu 43%. 

Os estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, São Paulo e Paraná concentram 49% dos 3,41 milhões de fragmentos. A região Norte ainda apresenta as maiores extensões contínuas de vegetação nativa no país.

Quanto aos biomas, a Mata Atlântica e o Cerrado são os biomas com o maior número de fragmentos. A Mata Atlântica apresenta 1,38 milhão de fragmentos e o Cerrado 957 mil.  

As áreas de borda, o que corresponde de 37 milhões e 102 milhões de hectares de vegetação nativa, são espaços de contato entre a vegetação nativa e as áreas vizinhas já modificadas e são ambientes mais expostos aos impactos negativos. Esses números de área de borda representam de 7% a 18% da vegetação nativa brasileira. 

A perda da vegetação nativa e a fragmentação desses espaços resultam em uma questão ambiental crítica, a redução da biodiversidade. A questão sobre essa situação é que à medida que uma área contínua de vegetação é dividida, a fragmentação aumenta, o que resulta na perda de conexão entre os espaços que ainda resistem. 

Via CNN Brasil

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