Agricultura

Colheita da soja e plantio do milho entram na fase final em Mato Grosso do Sul

Até 27 de março, 4,1 milhões de hectares de soja já foram colhidos; região sul registra maior avanço das lavouras

A movimentação nos campos de Mato Grosso do Sul mostra que a safra 2025/2026 se aproxima do fim: a colheita da soja já atinge 86,6% da área total, enquanto o plantio do milho segunda safra avança de forma consistente. Dados do Projeto SIGA-MS, coordenado pela Aprosoja/MS, indicam que até 27 de março, cerca de 4,1 milhões de hectares de soja já haviam sido colhidos, restando apenas 13,4% das lavouras no estado.

A região sul lidera o progresso, com 95,5% da soja colhida, seguida pela região centro, com 77,7%, e a região norte, onde 65,1% das áreas ainda estão em colheita. A última semana registrou avanço de 4,6 pontos percentuais, equivalente a 220 mil hectares, apesar do impacto de chuvas recentes, especialmente no norte do estado, onde alguns municípios acumularam mais de 100 milímetros.

No mesmo período, o plantio do milho segunda safra alcançou 2,020 milhões de hectares, também com a região sul na frente, com 95,8% da área semeada. A região norte registra 85% e a centro, 81,2%. Segundo Flavio Aguena, assessor técnico da Aprosoja/MS, “o ritmo de colheita e de implantação do milho segunda safra se mantém dentro do comportamento esperado para o período, considerando o calendário agrícola do estado”.

Apesar de adversidades climáticas ao longo do ciclo — incluindo estiagem e veranicos prolongados —, a expectativa de produção da soja continua elevada, estimada em 15,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,8 sacas por hectare. Atualmente, 56,9% das lavouras são consideradas boas, 27,5% regulares e 15,5% ruins.

O SIGA-MS realiza o acompanhamento diretamente em campo, visitando produtores e empresas, analisando condições das lavouras, estádios fenológicos e fatores climáticos, para garantir dados atualizados sobre a safra. Com a colheita e o plantio em fase final, Mato Grosso do Sul se prepara para encerrar mais um ciclo produtivo, marcado por desafios climáticos, mas ainda dentro das expectativas do setor agrícola.

Via Enfoque MS

Compartilhe: