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Investir em natureza é inovador, diz CEO da Reservas Votorantim

Empresa atua em 140 mil hectares de áreas conservadas na Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal, gerando receitas com créditos de carbono e bioprospecção

A conservação ambiental pode ser um negócio lucrativo. Com atuação em três biomas brasileiros e 140 mil hectares de áreas preservadas, David Canassa, CEO da Reservas Votorantim, conta que manter a floresta em pé é uma estratégia empresarial viável.

Em 2008, a empresa realizou um estudo sorbe as áreas conservadas dentro das operações industriais e ali foi identificado um potencial, o qual levou ao início de um modelo de negócio chamado “Múltiplo Uso da Terra”. O projeto começou com 31 mil hectares no Vale do Ribeira, em São Paulo, região de Mata Atlântica, e hoje se estende também pelo Cerrado e Pantanal.

Uma das principais fontes de receita vem do mercado de créditos de carbono. A empresa foi pioneira ao desenvolver projetos de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) no Cerrado, emitindo e comercializando 316 mil toneladas de créditos. Na Mata Atlântica, implementou uma metodologia inovadora chamada PSA Carbon Floor, com créditos registrados na B3 e 80% já comercializados.

Além do carbono, a empresa gera receitas com compensações ambientais, produção de plantas nativas para restauração florestal e bioprospecção. Neste último campo, estabeleceu uma parceria com a empresa francesa IFF para pesquisa do DNA de plantas da Mata Atlântica.

Mercado de carbono

A Reservas Votorantim também participou da criação do primeiro registro primário de créditos de carbono brasileiros, em parceria com a B3, ACX e ECON. A iniciativa permite que os créditos sejam registrados e negociados tanto no mercado nacional quanto internacional, através de uma conexão com a bolsa de Singapura.

A empresa desenvolveu metodologias próprias para lidar com as peculiaridades dos biomas brasileiros, como a PSA Carbon Floor, que trabalha com a degradação de biomassa. Essas metodologias podem ser fundamentais para o futuro Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).

Via CNN Brasil

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