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Zé Teixeira poderá ser afastado, suspenso ou responder por decoro parlamentar

Redação

[Via Correio do Estado]

Futuro do 1ª secretário e deputado da Assembleia Legislativa, Zé Teixeira (DEM), está nas mãos da Corregedoria do Legislativo. De acordo com o presidente da Casa de Leis, Júnior Mochi (MDB), o deputado Maurício Picarelli (PSDB), corregedor da Assembleia, pediu documentação à Polícia Federal para analisar qual procedimento deverá tomar. O deputado poderá ser afastado, suspenso ou responder por decoro parlamentar. “Mas ainda não temos o teor do processo, não se pode dar juízo de valor desse fato, não temos conhecimento ainda”, disse Mochi.

Segundo o presidente da Casa de Leis, com a prisão de Teixeira, o segundo secretário, deputado Amarildo Cruz (PT), assume automaticamente a cadeira da primeira secretaria, uma das mais importantes do Legislativo, já que a pasta é responsável pelas finanças da Casa de Leis.

Teixeira foi preso na manhã de ontem (12) durante Operação Vostock da Polícia Federal (PF), a casa dele em Dourados, a 230 quilômetros de Campo Grande, foi alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão. “Os fatos foram encaminhados para a Corregedoria e as questões não tem nada a ver com a Assembleia Legislativa e nem com a 1ª Secretaria”, justificou Mochi.

O parlamentar, que é candidato à reeleição, teve prisão provisória decretada e ficará cinco dias recluso. O prazo termina na próxima segunda-feira (17). “Por enquanto a prisão é temporária, mas ela pode se tornar preventiva, vamos saber só na segunda mesmo”, declarou Picarelli.

A prisão é resultado de investigação que mira esquema de pagamento de propina envolvendo autoridades do Executivo, Legislativo e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS). As investigações foram iniciadas no início deste ano, tendo por base os termos de colaboração premiada de executivos de uma grande empresa do ramo frigorifico. Os colaboradores detalharam os procedimentos adotados junto ao governo do Estado para a obtenção de benefícios fiscais – TARE’s. O inquérito foi autorizado e tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, que decretou as medidas em cumprimento.

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