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Temer teria autorizado pagamento de caixa dois via telefone, diz delator

Redação

[Via Midiamax]

O delator e corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro declarou que presenciou um telefonema do então vice-presidente Temer (PMDB), em 2012, em que o peemedebista autorizva o pagamento de caixa 2 para campanhas eleitorais como forma de “pedágio” pela liberação de créditos da Caixa Econômica Federal.

O depoimento de Funaro, hoje preso no presídio da Papuda, em Brasília, faz parte do acordo de delação premiada do corretor, assinado na semana passada. As declarações também constam no inquérito da Polícia Federal que investiga a existência de um suposto “quadrilhão” do PMDB na Câmara dos Deputados. As informações foram obtidas pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo Funaro, ele negociava a liberação de recursos de um fundo público de investimentos para o empresário Henrique Constantino, da empresa aérea Gol, quando Constantino pediu uma prova de que o caixa 2 solicitado tinha mesmo sido pedido por Temer, agora presidente da República.

Os recursos extraoficiais iriam abastecer a campanha de Gabriel Chalita (PMDB), candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012. Funaro negociou com o empresário da Gol “o adiantamento de valores decorrentes de negócios escusos” entre o corretor e Constantino, “para a liberação de créditos junto à Caixa Econômica Federal”, segundo nota da Polícia Federal.

Diante do pedido de Constantino de confirmar se o pagamento das despesas tinha, de fato, partido de Temer, Funaro disse que então acionou o então deputado Eduardo Cunha (PMDB), hoje ex-deputado. Após o contato, “o próprio vice-presidente Michel Temer teria ligado diretamente para Henrique Constantino agradecendo a disposição para realizar a doação”.

Em uma planilha apresentada por Funaro, a Polícia Federal aponta que teriam sido identifcados o pagamento de R$ 1,55 milhão para a campanha de Gabriel Chalita, pagos por um homem chamado ‘Hugo’. Esse seria Hugo Fernandes da Silva Neto, que cuidava da campnha do candidato à Prefeitura de São Paulo.

Procurado pela Folha, a assessoria de Henrique Constantino afirmou apenas que ele “segue colaborando com as autoridades para o total esclarecimento dos fatos”. Por meio de sua assessoria, o presidente Temer disse que “jamais aconteceu tal telefonema”. “Essa informação é inteiramente falsa”, afirmou.

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