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Solenidade para início de obras do Reviva Centro acontece terça

Redação

[Via Correio do Estado]

A Prefeitura de Campo Grande lança oficialmente nesta terça-feira (15) o início das obras do Programa Reviva Centro. As intervenções terão início na Rua 14 de Julho, esquina com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, e vão compreender todo o trajeto da via até o cruzamento com a Avenida Mato Grosso.

O governo municipal promete que a requalificação da Rua 14 de Julho será uma “obra emblemática de progresso e desenvolvimento de Campo Grande”, apesar de empresários da região temerem pela queda no movimento devido ao fim de vagas de estacionamento.

A solenidade de lançamento vai acontecer às 9h, no cruzamento da Rua 14 de Julho e com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, onde será feita a assinatura da ordem de serviço com a empreiteira que ficará responsável pela execução do projeto.

O evento contará com a presença do prefeito Marcos Trad, autoridades, empresários, membros dos Conselhos Regionais, representantes do Turismo, Patrimônio Histórico e Cultura.

O Reviva Centro vai alterar a infraestrutura da região central e haverá mudar a arborização, tem intuito de melhorar a segurança, o tráfego e criar mais espaço para pedestres caminharem. “A revitalização fará com que a região se torne mais atrativa para novos investidores, residentes e comerciantes, além de resgatar a cultura, a preservação do patrimônio e o respeito com a história local e da nossa cidade”, defendeu em nota a prefeitura.

O projeto compreende uma intervenção urbana com extensão de 1.400 metros lineares em área central, que promoverá a redução da faixa de rolamento, ampliação de calçadas, conversão das redes aéreas para subterrâneas e a implantação de paisagismo no passeio público. A previsão para a execução das obras é de dois anos, com investimento estimado em R$ 50 milhões. As obras são financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No detalhamento dessas obras, a calçada será ampliada e em alguns pontos terá 6,5 metros de largura (hoje tem 3 metros). Com o estacionamento proibido neste trecho da rua, ao invés de três, serão duas faixas para o tráfego de veículo e o asfalto será  substituído por pisos intertravados (o mesmo a ser usado nas calçadas). Com o meio-fio rebaixado, a pista será praticamente no mesmo nível da calçada.

No meio das quadras terão travessias elevadas para pedestres.  Também serão instalados bicicletários, uma forma de incentivar o transporte alternativo via Avenida Afonso Pena e Orla Morena.

FIM DE VAGAS

Apesar de a proposta ser apresentada pela prefeitura como uma renovação no Centro de Campo Grande, o fim de 130 vagas de estacionamento preocupa principalmente comerciantes. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-CG) e a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) chegaram a pedir alteração no projeto, o que não foi aceito.

A reclamação é que o fim do estacionamento na rua pode espantar os consumidores. Com as alterações, quem for para a região talvez precisará pagar mais caro para parar, em estacionamentos privados, ou precisará deixar o carro mais distante de lojas que ficam na Rua 14 de Julho.

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