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Por falta de uma testemunha, julgamento do caso Mayara Holsback é adiado

Redação

[Via Correio do Estado]

O julgamento de Roberson Batista da Silva, acusado de matar Mayara Fontoura Holsback, deveria acontecer nesta quinta-feira (20), na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, mas foi adiado novamente, desta vez para o dia 1° de novembro, às 8 horas. Conforme decisão do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, responsável pelo caso, o reagendamento foi um pedido da defesa porque uma das testemunhas não foi encontrada. O magistrado, por usa vez, impôs medidas à testemunha porque pela segunda vez ela estaria comprometendo o andamento do processo.

A testemunha identificada como Flavia, considerada imprescindível, não foi localizada para intimação em endereço repassado oficial de justiça, porque estaria em Três Lagoas trabalhando e retornaria em três semanas para a Capital. “Ante o exposto, lamentando mais um atraso na realização do referido julgamento, cancelo o julgamento”, relatou o juiz em sua decisão, determinando medidas para Flavia.

“Há que se tomar providências com relação ao seu comportamento que tem dificultado a intimação para os atos deste Juízo e que provocou até o momento o adiamento de 2 sessões do Tribunal do Júri”. Ela não poderá se ausentar da comarca sem prévia autorização judicial, não mudar de residência sem comunicação ao juízo e recolher-se à sua residência diariamente até às 20.

No dia 15 de setembro de 2017, por volta das 3 horas, na Rua Francisco Aguiar Pimenta, bairro Universitário, Roberson matou Mayara. De acordo com os autos, acusado e vítima mantiveram relacionamento amoroso por cerca de três anos e passaram a morar juntos. Após a prisão do acusado em 2015, a vítima continuou a fazer programas, o que não era aceito por ele. No mês de dezembro de 2016, Mayara rompeu o relacionamento e foi morar com o irmão, porém continuou a visitar o acusado na prisão.

Consta que, em razão de não aceitar o fim do relacionamento e por nutrir ciúme doentio, o acusado fez diversas ligações para a vítima e seus familiares, ameaçando-a de morte, caso não reatasse o relacionamento. Narra o Ministério Público que, na noite anterior ao crime, após sair do estabelecimento penal, o acusado foi até a residência onde a vítima estava e, no local, após relação sexual, acabaram discutindo por ciúmes.

O acusado então deu uma cabeçada contra o rosto da vítima, segurou seus braços e, com uma tesoura, golpeou-a por diversas vezes. Ele teria permanecido no local do crime até a manhã do dia 15, quando fugiu, permanecendo em local incerto e não sabido. De acordo com a denúncia, a irmã da vítima recebeu uma mensagem de seu convivente, que fora companheiro de cela do acusado, informando que Roberson havia matado Mayara. Ato contínuo, os familiares da ofendida foram à residência e a encontraram a vítima sem vida.

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