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Polícia

PF investiga pagamento de propina para PMs de SP

Redação

[Via Correio do Estado]

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (10) a terceira fase da Operação Nepsis, dando cumprimento a dois mandados de busca e apreensão no município de São José do Rio Preto (SP) expedidos pela 2ª Vara Federal de Ponta Porã. Em fases anteriores, mais de 35 policiais militares de Mato Grosso do Sul foram presos port envolviemnto com o contrabando de cigarros vindo do Parguai.

A ação teve por objetivo angariar elementos de prova referentes ao pagamento de vantagens indevidas a um suposto núcleo de policiais militares de São Paulo, descoberto a partir da apreensão de celulares da organização criminosa desmantelada na primeira fase da Operação Nepsis, deflagrada em 22 de setembro do ano passado.

Foram identificadas negociações que indicam o pagamento de valores entre R$ 70 mil e 120 mil mensais ao suposto grupo de policiais para permitir o escoamento de cigarros contrabandeados do Paraguai por rodovias paulistas, sendo que o pagamento era negociado por um ex-policial, já expulso da PM-SP. A investigação apura, portanto, a ocorrência dos crimes de corrupção (ativa e passiva), tráfico de influência e formação de organização criminosa.

A organização criminosa investigada na Operação Nepsis formou um verdadeiro consórcio de grandes contrabandistas, com a criação de uma sofisticada rede de escoamento de cigarros contrabandeados do Paraguai, a qual se estruturava em dois pilares: um sistema logístico de características empresariais e, ainda, a corrupção de policiais cooptados para participar do estratagema criminoso.

Segundo a mitologia grega, ‘Nepsis’ significa vigilância interior, estado mental de atenção plena. A operação foi assim batizada em alusão à vigilância necessária para se combater as sofisticadas atividades criminosas ligadas ao contrabando e à vigilância em relação à própria atividade de fiscalização estatal para conter a corrupção de servidores públicos.

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