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PF diz que Temer teria recebido R$ 31,5 milhões por meio de ‘quadrilhão’

Redação

[Via Midiamax]

O relatório da Polícia Federal entregue ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (11) aponta que o presidente Michel Temre (PMDB) teria recebido R$ 31,5 milhões em vantagens indevidas, por meio de uma suposta organização criminosa formada por membros do PMDB na Câmara.

A Polícia aponta que Temer tinha poder de decisão dentro do grupo, e utilizava terceiros para executar tarefas sob seu controle. O relatório deve ser utilizado para gerar uma nova denúncia por parte do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

No inquérito sobre o “quadrilhão do PMDB”, como ficou conhecida a investigação da Polícia Federal, são investigados os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral, Moreira Franco. Os ex-deputados Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, e Henrique Alves, todos do PMDB e todos presos devido a diferentes investigações, também são alvos do inquérito.

Na conclusão da Polícia Federal, o grupo composto pela cúpula do PMDB mantinha uma “estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta”. Os peemedebistas também teriam praticado crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e evasão de divisas.

Vantagens indevidas

O valor de R$ 31,5 milhões de vantagens indevidas calculado pela Polícia Federal como recebido pelo presidente Michel Temer tem origem de três fontes: a) R$ 500 mil do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB); b) R$ 30 milhões da Odebrecht; e c) R$ 1 milhão da J&F, controladora da JBS.

Os R$ 500 mil interceptados por Loures foram na verdade pagos pela JBS. A Pólícia Federal chegou a flagrar o ex-deputado recebendo a quantia em uma mala de um empresário do frigorífico, Ricardo Saud, preso desde domingo (10).

Já os R$ 30 milhões da Odebrecht tiveram origem de doações (R$ 10 milhões) e de um PAC SMS assinado com a Petrobrás (R$ 20 milhões). Também, os valores pagos pela JBS, de R$ 1 milhão, teriam sido recebidos pelo coronel João Batista Lima, amigo de Temer.

Outro Lado

O presidente Michel Temer, por meio de assessoria, disse que não participa nem participou de nenhuma quadrilha, como foi divulgado, nem integra qualquer “estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública”.

O ministro Eliseu Padilha informou que só irá se pronunciar “se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”.

Moreira Franco disse que jamais participou “de qualquer grupo para a prática do ilícito”. A defesa de Eduardo Cunha negou as acusações.

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