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Capital

Obras do Reviva Centro causam lentidão na Afonso Pena

Redação

[Via Correio do Estado]

Como já era previsto, o motorista que circula o quarteirão que contorna a Praça Ary Coelho, na região central de Campo Grande, deverá contar com grande paciência pelo próximos 90 dias, prazo estimado de duração das obras do projeto Reviva Centro que a partir desta segunda-feira (7) interdiou por completo o trecho da Rua 14 de Julho entre a Rua Quinze de Novembro e a Avenida Afonso Pena.

E é justamente na principal via da Capital que o reflexo da interdição se mostrou presente. O Correio do Estado testou nesta manhã todas as alternativas aos motoristas ao caminho fechado para as obras. E a Afonso Pena no sentido bairro-centro, sentido Avenida Calógeras, é a mais problemática. A reportagem demorou cerca de dez minutos para completar o trajeto na avenida que vai da Rua Pedro Celestino até o Relógio Central de Campo Grande.

O trecho com maior intensidade é justamente o da Ary Coelho, com grande presença de agentes de trânsito da Agência  Municipal de Transportes (Agetran) e pelo menos uma faixa interditada para os trabalhos.

“Se for para melhorar depois, aceitamos essa confusão sim. Mas é bom respeitarem os prazos”, gritou da janela de seu carro à equipe a professora Ana Souza, 54 anos, no momento em que o semáforo da Afonso Pena, mesmo verde, não desafogava o tráfego intenso. O jeito era esperar, aos apitos do agente que tentava acelerar o fluxo de veículos.

MAIS PROBLEMAS

Palco das reformas do projeto iniciado no ano passado pela prefeitura, a 14 de Julho, mesmo com suas faixas ainda interditadas para os trabalhos, apresentava bom trânsito, mostrando que, ao menos, os motoristas já estavam acostumados com o local. Os problemas começavam na hora de virar obrigatoriamente à 15 de Novembro, com a interdição da Afonso Pena.

Na 15 de Novembro: trânsito acima da média para o local no horário nesta manhã 

O já grande fluxo de carros no local, para quem vai à Calógeras e ao Mercado Municipal, se viu ainda mais carregado com os veículos obrigados à conversão. O resultado é semelhante ao da Afonso Pena, mas com um tempo menor de espera: cinco minutos, do trecho interditado até a Travessa José Bacha.

“Não mudou muita coisa, é o povo que reclama demais”, brandou o entregador Ricardo Silva, 28, que faz o trajeto diariamente para buscar mercadoria no Mercadão.

Melhor sorte teve quem fez o trajeto centro-bairro. Tanto a Rua Sete de  Setembro quanto a própria Afonso Pena não apresentavam tráfego intenso pela manhã. Obviamente, alertam usuários, a coisa pode se inverter no fim de expediente.

No sentido centro da Afonso Pena melhor sorte: trânsito estava mais tranquilo. à noite problemas devem se inverter

REVIVA CENTRO

De acordo com a prefeitura, a previsão é de que a interdição seja mantida por 90 dias, conforme o andamento das obras do projeto Reviva Campo Grande.

Ainda conforme a prefeitura, na segunda quinzena deste mês começa o serviço de esgotamento sanitário nas calçadas da Rua 14 de Julho, entre Avenida Afonso Pena e Barão do Rio Branco.

Por enquanto, além da principal avenida da Capital, também está interditada a quadra quatro – entre a rua 15 de Novembro e Afonso Pena – para a execução da infraestrutura elétrica.

O objetivo da Engepar, empreiteira responsável pela obra de revitalização da via, é acelerar os trabalhos durante o mês de janeiro, período de férias escolares e de menor movimento no comércio, isso se as chuvas não atrapalharem.

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