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‘Nós estamos com a mão na faixa’, diz candidato à presidência Jair Bolsonaro

Redação

[Via Correio do Estado]

O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta quarta-feira (17) já estar com a “mão na faixa”.
“Nós estamos com a mão na faixa. É verdade, pode até não chegar lá. Nós estamos com a mão na faixa. Ele (Haddad) não vai tirar 18 milhões de votos até daqui dois domingos.”

A fala foi feita na saída da visita à Superintendência da Polícia Federal, no Rio de Janeiro.

Bolsonaro aparece com 59% dos votos válidos de acordo com a última pesquisa Ibope, conta 41% de Fernando Haddad (PT).

Esta foi a afirmação mais contundente do candidato sobre a possibilidade de vitória desde que passou para o segundo turno.

Ele visitou na manhã desta quarta-feira a Arquidiocese do Rio de Janeiro, onde firmou um compromisso pela defesa da família e da liberdade de religião com Dom Orani Tempesta.

Na sequência, foi à Superintendência da Polícia Federal, na região portuária.

Ao sair do prédio, não quis responder se esteve com o superintendente da PF, e disse apenas que foi agradecer ao trabalho dos policiais, responsáveis por sua escolta.

“Eu tenho profunda admiração por eles”, afirmou. Questionado sobre se havia firmado algum compromisso com a instituição, disse que isso já está “no sangue”.

“É o compromisso é que tá no sangue nosso. É defender a pátria, combater à corrupção e querer um Brasil melhor para todo mundo. Eu vim agradecer o apoio que eles estão dando para mim na segurança. Está em lei [a escolta], mas o reconhecimento é muito importante.”

O candidato mudou a fala em relação ao papel da PF na investigação do atentado do qual foi alvo no início de setembro. Durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro, ele levou uma facada.

“Confio neles [na Polícia Federal]. Eles vão chegar a uma solução no final do inquérito. Não estou aqui fazendo papel de vítima. Eu não levei um cascudo na rua, foi uma facada. (…) Tenho muita vontade de viver, estou com ainda mais vontade de disputar a eleição.”

A afirmação de confiança diverge de declaração feita no fim do mês passado. Ainda no hospital Albert Einstein, Bolsonaro concedeu entrevista para a Rádio Jovem Pan e sugeriu que o delegado que conduz o caso agia com motivação política. Segundo ele, Rodrigo Morais fez um parecer para “abafar o caso” e que ele “age, em parte, como defesa do criminoso”.

O presidenciável criticou o PT e disse que seus adversários estão desesperados e perdidos.
“Primeiro eles têm que conversar com o Cid Gomes para saber o que vai fazer com a campanha daqui para frente”, disse lembrando das críticas feitas pelo senador eleito pelo PDT.

“Façam o mea culpa pelo menos como o Cid Gomes. Mas não admitem, acham que o Lula é um preso político.”

O candidato voltou a dar informações contraditórias sobre sua participação em debates e comparou-se ao ex-presidente Lula, que faltou a encontros quando era candidato.

Bolsonaro deixou o prédio demonstrando empolgação e bom humor e se dirigiu aos jornalistas, pedindo que eles completassem a frase: “Vamos ver se estão doutrinados, dia 28 é ….”. Como não foi respondido, ele mesmo completou: 17, seu número nas urnas.

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