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Negado habeas corpus a vereadora acusada de chefiar quadrilha

Redação

[Via Correio do Estado]

Presa desde o dia 6 de março deste ano acusada de chefiar esquema de tráfico de drogas, a vereadora licenciada e ex-secretária municipal de Esportes e Juventude de Três Lagoas, Marisa Rocha (PSB) teve o pedido de habeas corpus negado pelos desembargadores da 2ª Câmara Criminal.

Marisa é apontada como líder de uma organização criminosa voltada para o tráfico, em esquema que foi descoberto em investigações realizadas em fevereiro deste ano.

Conversas telefônicas interceptadas pela polícia apontam que Marisa contava com ajuda de uma prima, que era o elo com os demais integrantes do grupo. Nas gravações, ela é citada como “defensora dos bandidos”, em razão do amplo apoio dado a pessoas envolvidas com crimes, e é citada como responsável por financiar o armamento e tráfico no Município.

Ainda em escutas telefônicas, a política é mencionada com frequência em ligações com presos integrantes da facção, com os quais também tratava sobre detalhes do tráfico de drogas.

Ela foi denunciada e a prisão preventiva foi decretada pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Três Lagoas. Defesa pediu a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas cautelares.

Relator do processo, desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques, há requisitos para a prisão cautelar, prova da existência do crime e indício suficiente de autoria, além da necessidade de garantir a ordem pública e conveniência da instrução criminal.

“A autoridade apontada como coatora demonstrou que a paciente supostamente lideraria uma organização criminosa voltada à prática do tráfico de entorpecentes, advindo os indícios de autoria de diversas interceptações telefônicas em que os demais integrantes da facção criminosa mencionavam o seu envolvimento nessa atividade. Diante do exposto, com o parecer, denego a ordem de habeas corpus”, votou o relator.

O processo tramitou em segredo de justiça.

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