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Saúde

Mandetta promete bônus para cidades que cumprirem metas de vacinação

Redação

[Via Correio do Estado]

Vacinação contra sarampo terá bônus extra a municípios em cumprimento de metas

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou nesta segunda-feira (7) em Campo Grande, durante lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, que sua Pasta concederá um bônus aos municípios que atingirem as metas de imunização estabelecidas.

O valor é visto como um incentivo pelo ministro, um dinheiro pago além da verba normal e das doses das vacinas repassada às prefeituras. No caso da Capital, por exemplo, o cumprimento da meta renderá cerca de R$ 1 milhão em bônus.

Segundo Mandetta, caso a vacinação atinga 100% da meta estabelecida, o município ganhará uma verba extra de R$ 1 por habitante, além de uma bonificação, cujo valor ainda será definido pelo Governo Federal.

Caso a imunização atinja entre 95% e 99,9% da meta, o prêmio de R$ 1 por habitante é mantido. O valor só cai pela metade, cerca de R$ 0,50 por munícope, caso a vacinação atinja entre 90% e 94,9% do índice planejado.

Segundo a assessoria do ministério, foram disponibilizados R$ 206 milhões para pagamento dos bônus aos municípios que cumprirem as duas metas estabelecidas. “Para receber esse recurso adicional, os gestores terão que informar mensalmente o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral e pentavalente e atingir 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade com a primeira dose da vacina tríplice viral”, disse.

Dois grupos de pessoas estão no alvo da nova campanha. O primeiro grupo é formado por crianças de seis meses até menores de 5 anos, cuja a vacinação vai desta segunda-feira até 25 de outubro, com o Dia D no dia 19.

O segundo grupo, com faixa etária de 20 a 29 anos e que não estão com a caderneta de imunização em dia, a vacinação está prevista para iniciar no dia 18 de novembro. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões adultos. Para isso, a pasta garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

Desde o início do ano, a Pasta afirma que distribuiu 25,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para garantir a todos os estados a vacinação de rotina, as ações de interrupção da transmissão do vírus e a dose extra chamada de dose zero a todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

No total, o objetivo do Governo Federal é vacinar aproximadamente 39,9 milhões de pessoas, 20% da população, que hoje estão sem imunização contra o sarampo. Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte desses brasileiros (35%), são os menores de 5 anos o grupo mais suscetível para complicações da doença.

ESCOLAS

Entre outras medidas para conter o surto do sarampo (doença que causa complicações como cegueira e infecções generalizadas, além da morte), Mandetta diz que a Pasta avalia outras ações. Uma delas é um encontro com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, onde o responsável pela Saúde diz que irá propor a ideia de obrigar pais e responsáveis a apresentarem a caderneta de vacinação como documento para matricularem seus filhos na rede pública de ensino.

Ainda de acordo com Mandetta, caso a vacinação da criança não esteja em dia, o Conselho Tutelar deverá ser acionado. “O objetivo não é exlcuir da escola, mas para checar e caso não esteja completo, o Conselho Tutelar porienta a família”, disse.

Segundo o ministro, os conselheiros tutelares estão sendo orientados a checarem sempre que possível a carteira de vacinação das crianças, até como forma de responsabilizar os pais caso a imunização não estar em dia.

“Os conselheiros precisam ver aquelas (crianças) que não tiverem com a vacinação em dia, para que percebam que é indício de negligência e violência contra a criança. É direito da criança (ser vacinada) e ela nao tem condições de ir ao posto sozinha. É responsabilidade dos pais olharem a carteira e acompanharem a vacinação dos filhos”, disse Mandetta.

O ministro também minizou movimentos contrários à vacinação, como corrente de pais que são contra a imunização forçada de seus filhos e subiu o tom ao comentar o assunto. “Essa corrente de ignorência já foi pacificada pelo Judicário (o Supremo Tribunal Fedral obrigou a imunização de crianças, em agosto). No caso da criança contrair as doenças (possíveis de serm evitadas cpm a vacinação) os pais têm de responder civil e criminalmente”, completou.

DADOS

De janeiro até esta sexta-feira (4), Mato Grosso do Sul tem dois casos confirmados de sarampo, sendo um homem 52 anos, morador de Três Lagoas, que viajou para Jundiaí, onde apresentou os primeiros sintomas, e um bebê de 10 meses, que foi diagnosticada após testes realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela viajou para o estado de São Paulo, em agosto, e quando na volta para Campo Grande começou a apresentar os sintomas.

No ano, foram notificados 68 casos suspeitos da doença no Estado, sendo dois confirmados, 31 descartados e 35 que continuam em investigação. Conforme a SES, não há circulação do vírus em Mato Grosso do Sul.

Foram confirmados seis óbitos por sarampo no Brasil, sendo cinco em São Paulo e um em Pernambuco. Quatro óbitos ocorreram em menores de 1 ano de idade e dois em adultos com 31 e 42 anos.

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