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Léo Santana desabafa após ser impedido de treinar em academia da Capital

Redação

[Via Correio do Estado]

Cantor Léo Santana, que se apresentou no último fim de semana na Pantanetta, em Aquidauana, desabafou nas redes sociais após ser impedido de treinar em uma academia de Campo Grande, devido ao local não aceitar pagamento em dinheiro (Veja o vídeo abaixo). As reclamações repercutiram e levaram a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) a autuar a academia por irregularidades na relação de consumo.

Nas redes sociais, o cantor afirma que estava na Capital durante o fim de semana e pesquisou academias para treinar, encontrando apenas uma aberta, a Smart Fit. Ele foi até o local com três colegas que tocam em sua banda, foi informado do preço da diária e, ao tentar efetuar pagamento, a funcionária informou que a academia não aceita dinheiro, apenas cartão.

“Eu disse para ela: não diga isso, é a única academia aberta, me ajude! Eu estou com três da banda aqui que também querem treinar. Aí ela falou: ‘tá bom, entre você aqui’. Eu digo ‘sozinho não, os demais querem treinar e estão com dinheiro para pagar’ e ela disse que não, só no cartão”, afirmou o cantor no desabafo.

Ele acrescentou ainda que agradeceu o atendimento e foi embora sem treinar. “Norma da casa, beleza, mas chega a ser ridículo mesmo você com dinheiro para pagar o que você quer consumir e você não pode. Esse é o nosso país, vai entender Smart Fit”, encerrou.

O vídeo foi postado no último fim de semana e equipe do Procon foi até o local. Segundo a superintendência, a academia já é alvo de diversas outras denúncias de usuários por irregularidades em torno de informações e preços.

Entre os problemas, fiscais constataram que, no caso de pagamento mês a mês, o pagamento é admitido apenas por cartão de crédito ou débito. Dinheiro vivo é aceito apenas para quitar pagamento adiantado de doze meses de serviço, o que configura exigência de vantagem excessiva e fere o Código de Defesa do Consumidor.

Alguns consumidores se sentiram lesados e preteridos pelo fato de não terem cartões e, ao tentarem pagar parcelas mensais em dinheiro, receberem a recusa da empresa, que também é infração à legislação.

Totem eletrônico na recepção da unidade não estipula, de forma adequada, as condições de contratação dos serviços e acaba por induzir o consumidor ao constrangimento, caso o mesmo não disponha dos meios exigidos para pagamento.

Também foram encontradas informações contraditórias em folder de ofertas em relação a um plano. Consta na divulgação que o valor da manutenção anual de tal plano seria cobrada a partir de três meses após a aquisição o que, na realidade ocorre em 60 dias.

Na mesma propaganda consta, também, que o primeiro mês não ocasionaria custo, masem simulação realizada no site da empresa, aparece valor a ser pago.

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