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Estacionado em Campo Grande, book truck leva livro até para quem não gosta tanto

Redação

[Via Correio do Estado]

Criança é sincera até na hora de dizer que não gosta muito de ler. Estudante do 4° ano da escola municipal Padre Tomaz Girardelli, Kauã Silva Soares fala que às vezes a preguiça é maior do que a vontade de folhear um livro. “Se eu gosto de ler? Mais ou menos”, admite. O menino tem 11 anos e confessa que só lê quando e o que a escola manda e responde que em casa, não tem a mesma determinação.

São crianças de famílias como a dele que o projeto Book Truck quer chegar levando educação. A iniciativa que começou no Rio Grande do Sul passa pelo nosso estado nesta semana. A primeira parada foi Costa Rica e desde terça-feira, o furgão com 800 livros está passando por escolas de bairros carentes de Campo Grande.

Bibliotecária do Book Truck, Catia Lindemann, explica que o veículo foi todo adaptado com computadores, rampa de acessibilidade e livros. “É uma biblioteca mesmo, tem catalogação e classificação das obras”, explica. A experiência em Mato Grosso do Sul acumula mais de 6 mil leitores que na zona rural chegaram a pegar emprestado o livro para ler por alguns dias. “Fazemos empréstimo quando chegamos e só recolhemos quando estamos saindo, porque se chega em localidades que não tem biblioteca e a ideia é popularizar a leitura”, comenta.

O projeto viabilizado graças à Lei Rouanet, desde junho o Book Truck está rodando o País. Campo Grande é a 22ª cidade, onde o furgão chega e fica cerca de 8h estacionado para que a população possa ter tempo hábil de ler. “Fazemos o contato com as secretarias de Cultura e Educação e elas nos inidcam as escolas. O único critério é serem em comunidades de vulnerabilidade social”, destaca Cátia.

Geovanna Barbosa tem 10 anos e também estuda na Padre Tomaz Girardelli. “Eu gosto de ler, porque é legal e você descobre coisas, parece que eu estou dentro da história”, fala. Sobre o furgão que chegou trazendo vários livros, ela diz que é bonito e “com livros diferentes”.

E é justamente transportar para outro mundo, o poder que a bibliotecária do projeto resume sobre a leitura. “A gente chega e mostra que tem o caminho torto, mas também tem o da educação, que transforma vidas e o livro é o passaporte”.

Neste sábado, o projeto encerra a visita no Estado no Parque das Nações Indígenas, às 16h.

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