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Justiça

Defesa alega “idiotice” e tenta provar insanidade de rapaz que matou criança

Redação

[Via Campo Grande News]

A defesa de Ivan Alyffer Albuquerque Rocha, 23 anos, acusado de matar Luis Otávio Santana de Lima, 11 anos, no dia 8 de junho, pediu à Justiça que seja realizado exame pericial psicológico para avaliar a capacidade mental do réu. O documento foi anexado ao processo no dia 8 deste mês. A Justiça ainda não avaliou o pedido. O rapaz está preso no Instituto Penal de Campo Grande.

Luís foi morto com tiro no abdômen na Fazenda Furnas, área rural de Sidrolândia. Ivan havia levado Luís e o irmão da vítima, de 13 anos, para pescar jacaré. O homicídio ocorreu no retorno desse passeio. Antes de perder a consciência, Luís contou que foi obrigado a ajoelhar e rezar, fato também confirmado pelo irmão da vítima. Os dois meninos são primos da esposa de Ivan.

Segundo o advogado David Moura de Olinda, o que ocorreu foi uma fatalidade, em razão de desequilíbrio mental do acusado, que inclusive foi aluno da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). “O fato ocorrido foi uma fatalidade, motivada por “idiotice” de quem não tem completa capacidade mental, posto que, de fato, ocorreu a “brincadeira” de mandar ajoelhar”. Em um dos laudos protocolados pela defesa mostra que o réu sofre de TNCI (Transtorno Neuropsiquiátrico Crônico Incurável).

Apesar da brincadeira idiota, conforme a defesa, o acusado não tinha e não teve a intenção de matar a vítima. “O momento fatídico, que sem dúvida, além dos problemas mentais do autor, foi corroborado pela arma de fabricação caseira, que por não ser dotada de nenhum mecanismo de segurança, acabou disparando no momento em que ambos, autor e vítima atravessavam uma cerca de arame”.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Ivan teria matado a criança para se vingar de Maria Aparecida Santana Flores, mãe da vítima, por achar que ela foi responsável por sua prisão em 2018, quando foi acusado de violência doméstica contra sua esposa – sobrinha de Maria. Porém, a defesa afirma o acusado tinha relação de amizade com a vítima. “Nunca houve desejo do réu em cobrar qualquer vingança de quem quer que seja”.

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