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Educação

Decreto determina fechamento da Escola Raichuelo

Redação

[Via Correio do Estado]

Escola Estadual Riachuelo foi integrada à Escola Estadual Hércules Maymone, decreto publicado pelo governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), foi publicado nesta sexta-feira (11) e a partir do dia 1º de fevereiro as escolas já estarão integradas.

A Secretaria de Estado de Educação (SED) deverá prover com recursos materiais e humanos necessários ao seu funcionamento, em conformidade com as normas do Sistema Estadual de Ensino; dar destinação aos arquivos da escola integrada; assegurar, no que couber, os atos legais referentes à Escola Estadual Riachuelo.

Anteriormente, o governador declarou que a integração seria necessária para diminuir gastos aos cofres públicos. “Isso é gestão pública, tem que remanejar gastos, isso gera economia, a estrutura não pode ficar inchada”, declarou Azambuja.

O governador disse também que a rede estadual de ensino tinha 295.400 alunos e em 2018 esse número caiu para 249.700 alunos, 45.700 a menos. “ Isso em dez anos. A taxa de natalidade está baixa, está nascendo menos crianças no Brasil e isso está acontecendo em todas as redes do País”, explicou ele.

Azambuja adiantou que mais escolas devem ser fechadas, futuramente. “Isso é uma tendência nacional, tínhamos 372 escolas, hoje temos 366 e a tendência é cada ano diminuir mais”, declarou o governador.

CAMAPUÃ
No município de Camapuã a Escola Estadual Abadia Faustino Inácio também foi integrada à Escola Estadual Camilo Bonfim, ambas com sede em Camapuã-MS. O decreto também determina que a SED deverá prover com recursos materiais e humanos necessários ao seu funcionamento, em conformidade com as normas do Sistema Estadual de Ensino até o dia 1º de fevereiro.

PROTESTO
Pais, alunos e alguns professores estão mobilizando a população para assinarem abaixo assinado com o objetivo de impedir o remanejamento.

O tema chegou a ser debatido na Câmara Municipal de Campo Grande e pais de alunos reclamaram que o governador deveria ter ouvido a população antes de decidir fechar escolas. ““Esse governo foi reeleito para mais quatro anos e não dá quatro dias para discutir com a comunidade. A escola não tem só a função da alfabetização. Tem questão social. A hora que vai discutir o fechamento tem que se  fazer com a sociedade. Não pode ser uma posição unilateral da secretaria. Temos que fazer a mobilização. Cobraremos a secretaria que economia não se faz fechamendo portas, tem que discutir todo o sistema e os cargos em comissão”, disse o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, ele disse que os pais e alunos têm até dia 18 de fevereiro para negociar a reabertura das escolas.

Mais de 1,2 mil alunos estavam matriculados nas quatro escolas que serão fechadas.

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