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Comissão atende pedido e suspende eleição para conselheiros tutelares

Redação

[Via Correio do Estado]

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Celso José dos Santos atendeu o pedido do Ministério Público Estadual (MPMS) e suspendeu as eleições que elegeram os 25 conselheiros tutelares no dia 6 de outubro, em Campo Grande.

A publicação pode ser conferida na edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta quarta-feira (16). O documento não traz informações sobre o prazo para novas eleições, mas na manhã da última terça-feira (15), durante a fala da coordenadora do CMDCA, Alessandra Hartmann, na Câmara Municipal de Campo Grande, os vereadores pediram para que o pleito fosse anulado, alegando que a comissão tem o prazo até o dia 10 de dezembro deste ano para realizar nova eleição.

A coordenadora foi até a Casa de Leis para esclarecer o tumulto que aconteceu no último dia 6, em que várias pessoas alegaram demora de mais de uma hora na fila para poderem votar. Outras reclamaram que faltaram cédulas e algumas denunciaram que não encontraram seus nomes em listas de votação que ficava exposta nas salas das escolas em que o pleito acontecia.

Hartmann rebateu as queixas, alegando que a falta de cédulas era resolvida em menos de 15 minutos e que a questão da falta dos nomes dos eleitores nas listas não é culpa da comissão e sim do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS). A coordenadora alegou também que o problema todo aconteceu porque os 19 candidatos que se encontram sub judice – por não terem passado nas provas eliminatórias – não aceitaram o resultado e entraram com liminar dias antes das eleições.

Durante sua fala, Hartmann disse que a comissão não estava preparada para utilizar urnas de lona no pleito e que o trabalho do TRE, em disponibilizar as urnas eletrônicas, foi de três meses antes.

De acordo com a coordenadora, a maioria dos candidatos que aguardam decisão da Justiça, foram reprovados no teste psicológico e não estão mais em condições de continuar atuando na área, como conselheiros tutelares.

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