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Após prisão de vereadores, Câmara de Dourados retoma às atividades

Redação

[Via Correio do Estado]

Após a prisão de quatro dos 19 vereadores da Câmara Municipal de Dourados, suspeitos de envolvimento na Operação Cifra Negra da Polícia Federal, a Casa de Leis retoma às atividades nesta segunda-feira (7), porém, os trabalhos legislativos iniciarão apenas na primeira semana de fevereiro.

Com três prisões que aconteceu no dia 5 de dezembro de 2018, a Casa de Leis elegeu novos representantes da Mesa Diretora. Durante o biênio 2019/2020 o vereador Alan Guedes (DEM) presidirá a Mesa da Casa Leis, acompanhado de Elias Ishy (PT), Sergio Nogueira (PSDB) e Daniela Hall (PSD) que assumem as vagas de vice-presidente, 1º secretário e 2º secretário, respectivamente.

No dia 5 de dezembro foram presos o presidente da Casa de Leis, Idenor Machado (PSDB) e os vereadores Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM). Ainda estariam detidos ex-vereador Dirceu Longhi e Hamilton Salinas.

Com o afastamento dos vereadores presos, os substitutos assumiram os cargos após quatro tentativas, ainda em dezembro.

O pedido de cassação dos vereadores ficará sob a responsabilidade de Alan Guedes. Os suplentes de Machado, Pepa e Ramão assumiram o lugar deles. São eles: Mauricio Lemes Soares (PSB), Toninho Cruz (PSB) e Marcelo Mourão (PRB).

A quarta vereadora presa foi Denize Portolann de Moura Martins (PR), ela tentou requerer o cargo na Justiça, mas não conseguiu. A suplente de Denize é a vereadora Lia Nogueira. Denize está presa desde o dia 31 de outubro de 2018.

OPERAÇÃO
De acordo com o Ministério Público Estadual (MP-MS), a operação foi originada como desdobramento de duas anteriores, sendo a Telhado de Vidro e Argonautas, e investiga os chamados crimes do colarinho branco, como fraude em licitação e corrupção passiva e ativa.

Ainda segundo o Ministério Público, há fortes indícios de que os crimes estariam ocorrendo na Câmara Municipal de Dourados há pelo menos oito anos.

Investigação apontou que, em diversos processos licitatórios, apresentavam-se como concorrentes sempre empresas “cartas marcadas”, que atuavam em conluio. Algumas delas existiam apenas no papel, com objetivo de simular concorrência nas licitações. Sem a devida concorrência, os valores dos contratos oriundos dos processos eram exorbitantes.

Ainda segundo apurado na investigação, as empresas repassavam propinas mensais a servidores públicos, entre eles os integrantes da Mesa Diretora da Câmara, para garantir que o esquema fraudulento continuasse.

Foram decretadas prisões preventivas e expedidos mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande, além de outras medidas investigativas.

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